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domingo, 27 de novembro de 2011

Exorcism

O que é exorcismo?

A Enciclopédia Católica (em inglês) define o exorcismo como "o ato de expulsar, ou repelir, os demônios ou espíritos do mal de pessoas, lugares ou coisas, que acredita-se estarem possuídas ou infestadas por eles, ou propensos a se tornarem vítimas ou instrumentos de sua malignidade". Resumindo, é um ritual realizado por padres católicos para expulsar o demônio.
Há vários tipos de exorcismo na Igreja Católica:

  • exorcismo batismal - abençoar uma criança antes do batismo para purificá-la do mal, resultado do pecado original;
  • exorcismo simples - abençoar um lugar ou objeto para livrá-lo da influência do mal;
  • exorcismo real - realizar o Ritual do Exorcismo para livrar um ser humano da possessão diabólica.

De acordo com a Igreja, o sinal da possessão demoníaca inclui:

falar ou entender linguagens que a pessoa nunca aprendeu (diferente de "falar em línguas", que é considerado um sinal de êxtase religioso, não de possessão);saber (e revelar) coisas que a pessoa não tem como saber;força física além da constituição natural da pessoa;uma violenta aversão a Deus, à Virgem Maria, à cruz e outras imagens da fé católica.


O Exorcismo

O termo exorcismo (em grego: exorkismós, "ato de fazer jurar", em latim: exorcismu) designa o ritual executado por uma pessoa devidamente autorizada para expulsar espíritos malignos (ou demônios) de outra pessoa que acredite estar num estado de possessão demoníaca. Pode também designar o ato de expulsar demônios por intermédio de rezas e esconjuros. O termo se tornou proeminente no início do cristianismo, no século II, com o início das expulsões de demônios. No entanto, a prática é bastante antiga e faz parte do sistema de crença de muitas culturas e religiões.

Em janeiro de 1999, o Vaticano emitiu um ritual de exorcismo revisado para ser usado pelos padres católicos. As diretrizes para conduzir um exorcismo compreendem uma única seção no Ritual Romano (Rituale Romanum), um dos livros que descrevem os rituais oficiais da Igreja Católica. Anteriormente, o ritual de exorcismo oficial data de antes de 1614.
Para realizar o ritual, o exorcista veste sua sobrepeliz e a estola roxa. O ritual de exorcismo é principalmente uma série de orações, declarações e apelos. Estas orações são livremente encontradas na "fórmula da súplica", na qual o padre pede a Deus para livrar o paciente do demônio ("Deus, cuja natureza é sempre de misericórdia e perdão, aceite nossa oração para que este Vosso criado, amarrado pelos grilhões do pecado, possa ser perdoado por Vossa amorosa benevolência"), e na "fórmula imperativa", na qual o padre exige que ,em nome de Deus, o demônio deixe o corpo do paciente ("saia, então, ímpio, saia, amaldiçoado, saia com todos os seus enganos, por Deus que quis que o homem fosse ser Seu templo").



Além da recitação, o padre borrifa água benta em todos na sala, coloca suas mãos no paciente, faz o sinal da cruz tanto em si como no paciente e toca o paciente com uma relíquia católica (geralmente um objeto associado a um santo).

Malachi Martin, um ex-padre jesuíta e autoproclamado (mas não oficialmente) exorcista, oferece informação extra sobre o exorcismo, mas tal informação não é endossada pela Igreja. Figura controversa no mundo católico, Martin revela no livro "Refém do Demônio" o que considera ser os estágios típicos de um exorcismo (Cuneo, 19-20):

presunção - o demônio esconde sua verdadeira identidade
ponto fraco - o demônio se revela
conflito - o exorcista e o demônio lutam pela alma do possuído
expulsão - se o exorcista ganha a batalha, o demônio deixa o corpo do possuído
"Refém do Demônio" causou polêmica na Igreja Católica. O livro supostamente detalha exorcismos reais que Martin afirma ter realizado, auxiliado ou testemunhado. Os exorcismos que Martin descreve estão no nível de "O Exorcista" em termos de ação e violência. Foi criticado pelos católicos, que acham que Martin fez sensacionalismo e, portanto, subestimou o poder do demônio. Mas se as cenas intensas de Martin não parecem verdadeiras para a Igreja e seus seguidores, como é um exorcismo real?

O exorcista





Se a Igreja decide que tem um caso verdadeiro de possessão nas mãos, que requeira um exorcismo, o próximo passo é indicar um exorcista para o caso. Geralmente é o mesmo padre que realizou a investigação, mas outro padre também pode ser indicado.
Expulsar o demônio não é parte das atividades diárias de um padre comum. A maioria dos padres nunca realizou um exorcismo. Essa é uma atividade praticada por muito poucos.

Números oficiais são raros de encontrar, mas "O Exorcismo Americano" relata que, em 1996, a Igreja Católica indicou 10 padres para a posição de exorcista nos Estados Unidos. Cuneo estima que no mundo todo o número gire em torno de 150 e 300, ao passo que outros relatam que esse número está entre 300 a 400 exorcistas oficiais apenas na Itália. Também há padres que não são exorcistas oficiais mas afirmam ter permissão do bispo local para realizar os exorcismos a seu critério. O ritual de exorcismo teve sua grande volta após estar quase extinto por todo o século XX.

Tradicionalmente, o exorcista católico passa por poucos treinamentos específicos para ajudá-lo em seu trabalho. Eles aprendem muito sobre o demônio e os riscos e manifestações do mal, mas o próprio exorcismo não é uma área especializada de estudo nos seminários. O que eles sabem é em razão de sua experiência no papel de padre e do ritual de exorcismoCatólico, que é o documento oficial que detalha as orações e os passos de um exorcismo.

Os exorcistas oficiais da Igreja Católica formaram sua própria organização em 1992. A Associação Internacional dos Exorcistas mantém reuniões semestrais em Roma e envia um boletim informativo trimestralmente a seus membros. No boletim informativo, os exorcistas falam das dificuldades ou dos casos interessantes (Cuneo, 266). Além disso, em 2005, a Academia Pontifícia Regina Apostolorum de Roma (universidade ligada ao Vaticano) começou a oferecer aulas de exorcismo.

Uma vez que a Igreja indica um de seus exorcistas oficiais para realizar o ritual, o próximo passo é conseguir que o demônio deixe o corpo da pessoa.


Visão Cientifica


A possessão demoníaca não é um diagnóstico psiquiátrico ou médico válido e reconhecido pelo DSM-IV e CID-10. Aqueles que professam a crença em possessões demoníacas por vezes descrevem sintomas que são comuns a várias doenças mentais, como histeria, mania, psicose, síndrome de Tourette, epilepsia, esquizofrenia ou transtorno dissociativo de identidade. Em casos de transtorno dissociativo de identidade em que a personalidade é questionada quanto à sua identidade, 29% são relatados como possessões de demônios. Além disso, há uma forma de monomania denominada "demoniomania" ou "demonopatia" em que o paciente acredita que está possuído por um ou mais demônios.

A ilusão de que o exorcismo funciona em pessoas com sintomas de possessão é atribuída por alguns ao efeito placebo e ao poder da sugestão. Algumas pessoas supostamente possuídas são realmente narcisistas ou sofrem de baixa auto-estima e agem como uma "pessoa possuída por um demônio" com o propósito de ganhar atenção.

O psiquiatra M. Scott Peck pesquisou exorcismos e alegou ter realizado dois rituais do tipo em si mesmo. Ele concluiu que o conceito cristão de posse foi um verdadeiro fenômeno. Ele derivou critérios diagnósticos pouco diferentes dos utilizados pela Igreja Católica Romana. Ele também afirmou ter visto as diferenças nos processos de exorcismo e de progressão. Depois de suas experiências e na tentativa de validar a sua pesquisa, ele tentou, sem sucesso, convencer a comunidade psiquiátrica para adicionar a definição de "Evil" para o DSM-IV. Embora os trabalhos anteriores ao de Peck tenham recebido aceitação popular generalizada, sua pesquisa sobre os temas do mal e possessões gerou um forte debate. Muito foi feito em tentar associar a imagem de Peck ao do polêmico Malachi Martin, um padre católico romano e um ex-jesuíta, apesar do fato de Peck tê-lo chamado de "mentiroso" e "manipulador". Outras críticas levantadas contra Peck incluem diagnósticos errôneos baseados na falta de conhecimento sobre o transtorno dissociativo de identidade (anteriormente conhecido como distúrbio de personalidade múltipla) e afirmações de que ele havia transgredido os limites da ética profissional, ao tentar persuadir seus pacientes a aceitar o cristianismo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tabuleiro Ouija


O Tabuleiro Ouija

O Tabuleiro Ouija ou Tábua Ouija, criada para ser usada como método da necromancia, é qualquer superfície plana com letras, números ou outros símbolos em que se coloca um indicador móvel, utilizada supostamente para comunicação com espíritos.
Os participantes colocam os dedos sobre o indicador que então se move pelo tabuleiro para responder perguntas e enviar mensagens. Na verdade, há um jogo de tabuleiro registrado no Departamento de Comércio estadounidense com o nome de Ouija, mas a designação passou a servir a qualquer tabuleiro que se utiliza da mesma idéia.
No Brasil, há uma variante conhecida como a brincadeira do copo ou o jogo do copo, em que um copo faz as vezes do indicador para as respostas. Existem também apoios para a utilização de lápis durante as sessões.

Origem
O princípio em que se baseia o tabuleiro Ouija ficou conhecido depois de 1848, ano em que duas irmãs norte-americanas, Kate e Margaret Fox, supostamente contactaram um vendedor que havia morrido anos antes e espalharam uma febre espiritualista pelos Estados Unidos e Europa. Há também indícios de que o princípio teria sido aperfeiçoado por um espiritualista por volta de 1853, chamado M. Planchette, que teria inventado o indicador de madeira que é utilizado até hoje.

Explicação

Explicação científica
Cientistas e céticos em geral atribuem o funcionamento do tabuleiro Ouija ao efeito ideomotor. Segundo eles, as pessoas participantes da sessão involuntariamente exercem uma força imperceptível sobre o indicador utilizado, e a conjunção da força exercida por várias pessoas faz o objeto se mover. O físico inglês Michael Faraday realizou experimentos que provaram que movimentos inexplicáveis (nesse caso, das mesas girantes) atribuídos a fontes ocultas eram na verdade realizados pelos participantes dos experimentos.
O mágico ilusionista e cético americano James Randi cita em seu livro An Encyclopedia of Claims, Frauds, and Hoaxes of the Occult and Supernatural que, quando vendados, os participantes do tabuleiro Ouija não conseguem produzir mensagens inteligíveis.

Explicação espiritualista
Alguns espiritualistas que acreditam que é possível fazer contato real com o mundo dos mortos argumentam que vendar os olhos dos participantes da mesa prejudica suas supostas capacidades mediúnicas. A idéia que fundamenta o argumento é que o espírito utilizaria os sentidos do participante durante as sessões. A maioria dos adeptos dessa teoria acredita que o tabuleiro não tem poder em si mesmo, servindo apenas como ferramenta para o médium se comunicar com o mundo dos espíritos.

Críticas
Além das tradicionais críticas dos céticos, o tabuleiro Ouija também é criticado entre os espiritualistas. O famoso Edgar Cayce declarou-os perigosos. Críticos avisam que maus espíritos poderiam enganar os participantes e possuí-los espiritualmente.
No meio especializado, há diversos avisos contra o uso do tabuleiro por pessoas desavisadas. Há também notícias de tablóides relatando casos de suposta possessão demoníaca em decorrência de sessões envolvendo espíritos malignos.
A Igreja Católica é crítica com o tabuleiro e a brincadeira do copo, assim como as experiências de seus fiéis na busca pelo contato com os mortos, em geral. A recomendação dos padres é que os fiéis se mantenham distantes de participações nesse tipo de evento.
Da mesma forma, Igrejas Evangélicas costumam acusar essas práticas como "brincadeiras com demônios".
A doutrina espírita orienta n'O Livro dos Médiuns que estas práticas devem ser evitadas uma vez que, normalmente, são utilizadas para curiosidades em geral e perguntas vãs apenas, longe da seriedade exigida no intercâmbio com a espiritualidade benfeitora, e, dessa forma, é mais provável a presença de espíritos levianos e zombeteiros, sem nenhum interesse com a verdade e com a dignidade, do que espírito bons e esclarecidos comprometidos com a divulgação das propostas morais e éticas da Vida.

  Documentário



Regras do Tabuleiro Ouija
  • Nunca jogue sozinho. São necessários no mínimo dois jogadores.
  • Nunca permita que os espíritos levem o ponteiro para as extremidades do tabuleiro de forma que possam sair dele dessa forma. É assim que ocorre a possessão.
  • Se o ponteiro se mover para os quatro cantos do tabuleiro significa que o espírito contatado é mau.
  • Caso se esteja jogando em uma mesa ou local aonde o tabuleiro fique elevado: se o ponteiro cair no chão, o espírito foi perdido. 
  • Se o ponteiro apontar o número oito repetidamente, um espírito mau está no controle do tabuleiro. 
  • O tabuleiro deve ser fechado corretamente após a sessão, ou o espírito pode se rebelar e assombrar os usuários. 
  • Nunca use o tabuleiro de Ouija quando estiver doente ou enfraquecido, tendo em vista que estas situações o mantém vulnerável à possessão.
  • Não fazer do uso do tabuleiro de Ouija uma rotina. Os espíritos às vezes cativam o jogador a ponto de que o contato se torne um vício.
  • Os espíritos contatados através do tabuleiro tentarão ganhar sua confiança através de mentiras. Por exemplo: um mau espírito pode alegar ser bom, assim ganhando sua confiança e lhe trazendo mal posteriormente. 
  • Procure manter contato sempre de forma respeitosa e só convide para proceder seções pessoas confiáveis, seguras e que o farão seriamente. Nunca irrite o espírito ou lhe faça perguntas com ironia.
  • Antes de sair ou mesmo de entrar em uma seção, peça a permissão do espírito. Caso contrário, se está sujeito à possessão pelo mesmo. 
  • Nunca use o Ouija em cemitérios ou locais aonde houveram mortes brutais. Isto pode trazer maus espíritos para o tabuleiro. 
  • Às vezes, um mau espírito pode habitar permanentemente um tabuleiro. Quando isso ocorrer, não se poderá manter contato com outros espíritos além dele até que ele decida sair. 
  • Se seu ponteiro for de vidro, você deve limpá-lo antes e depois de cada seção, de forma que nenhum espírito possa entrar ali. Para isso, passe-o sobre uma vela acesa.
  • Tabuleiros de Ouija que são jogados fora incorretamente libertam diversos espíritos que voltarão para assombrar seu dono. 
  • Nunca empreste seu tabuleiro a ninguém. Use-o com exclusividade. Se necessário, faça seu próprio e recomende aos colegas que pedem que você o empreste façam o mesmo. 
  • Nunca queime um tabuleiro de Ouija. Se o fizer, haverá uma manifestação da tábua. Pode ser um som desconhecido ou a aparição de algum espírito. Depois que você presenciar a manifestação, terá menos de trinta e seis horas de vida.
  • Há apenas uma forma correta de se desfazer de uma tábua de Ouija. Primeiro quebre-a em sete pedaços. Depois, jogue sobre ela água benta e finalmente a queime.
  • Se você puser junto do tabuleiro uma moeda de prata pura, espíritos maus serão incapazes de manter contato. 
  • Nunca deixe o ponteiro sozinho sobre a tábua se não estiver a utilizando. Se o espírito levá-lo para fora do tabuleiro, estará liberto. 
  • Às vezes maus espíritos pedirão às garotas para fazerem gestos ou executarem ações obscenas. Ignore-os. Os demais participantes jamais devem rir ou irritar-se nestas situações.
O que não perguntar em uma seção de Ouija:
  • Evite perguntar sobre Deus ou o que se refere a sua religião.
Fonte:


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Smile.jpg

Eu passei a mensagem... eu passei, não tenho culpa se você leu...
____________________________________________________________




“Eu me encontrei pessoalmente com Mary E. no verão de 2007. Tinha combinado com
Terence, seu marido há quinze anos, de vê-la para uma entrevista. Mary inicialmente havia
aceitado, já que eu não era um jornalista, mas sim um escritor amador coletando informações
para alguns trabalhos de faculdade e, de acordo com o plano, algumas peças da ficção.
Marcamos a entrevista para um final de semana quando eu estava em Chicago, mas no último
momento Mary mudou de ideia e se trancou no quarto do casal, recusando-se a me encontrar.


Durante meia hora, fiquei acompanhada com o Terence do lado de fora, escutando e tomando
notas enquanto ele tentava, inutilmente, acalmar sua mulher. As coisas que Mary dizia faziam
pouco sentido, mas se encaixavam no que eu estava esperando: embora eu não pudesse
vê-la, eu podia dizer a partir de sua voz que ela estava chorando, e muitas de suas objeções
para conversar comigo estavam centradas em uma diatribe incoerente em seus sonhos - ou
pesadelos.


Em 2005, quando eu estava no segundo ano, Smile.jpg me chamou a atenção pelo meu
interesse crescente em fenômenos da web; Mary foi a vítima mais citada do que é referido
como "Smile.dog", como ficou a reputação do Smile.jpg.


O que despertou meu interesse (além dos óbvios elementos macabros da cyber-lenda e
minha tendência para essas coisas) era a pura falta de informação, já que normalmente as
pessoas não acreditam que isso exista e que não passam de um boato. É única porque, apesar
dos fenômenos inteiros centrarem em um arquivo de imagem, esse arquivo não pode ser
encontrado na internet; certamente é uma daquelas fotos manipuladas, que aparecem com
maior frequência em sites como o image-board 4chan, especialmente o board /x/, focado em
atividades paranormais.


Suspeita-se que sejam falsos, porque eles não têm o efeito que o Smile.jpg verdadeiro teria,
ou seja, epilepsia do lobo temporal e ansiedade aguda. Essas reações no espectador é um
dos motivos para a fantasmagoria do Smile.jpg ser vista como desdém, uma vez que isso
seja absurdo, embora a depender de quem você perguntar, a relutância em reconhecer a
existência do Smile.jpg possa envolver medo, não descrença.


Nem Smile.jpg, nem Smile.dog é mencionado em qualquer lugar na Wikipédia, embora
o site apresente artigos sobre outros, talvez shocksites mais escandalosos como gotse
(hello.jpg) ou 2girls1cup; ou qualquer tentativa de criar uma página referente ao Smile.jpg seja
sumariamente excluída por um dos muitos administradores da enciclopédia.


Encontros com Smile.jpg são uma lenda da internet. A história de Mary E. não é única;
existem rumores não confirmados do Smile.jpg aparecendo nos primeiros dias em grupos de
discussões e até mesmo num conto persistente que, em 2002, um hacker inundou o fórum
de humor e sátira Something Awful com imagens do Smile.dog, fazendo com que todos os
usuários do fórum entrassem em epilepsia. Diz-se também que, em meados dos anos 90,
Smile.jpg circulou em um grupo de discussões como um anexo de e-mail corrente com o


assunto "SORRIA!! DEUS AMA VOCÊ!".


Mas, apesar da enorme exposição que golpes publicitários geraram, poucas pessoas
confessaram ter qualquer experiência e nenhum vestígio de arquivos ou links foi descoberto.
Aqueles que afirmaram terem visto Smile.jpg inúmeras vezes davam a desculpa de estarem
ocupados demais para salvar uma cópia da imagem em seu disco rígido.


No entanto, todas as supostas vítimas ofereceram a mesma descrição da foto: uma
criatura canina (geralmente descrita como um Husky Siberiano), iluminado pelo flash da
câmera, fica em uma sala escura. O único detalhe visível no fundo é uma mão humana se
estendendo na escuridão perto do lado esquerdo. A mão está vazia, mas geralmente é descrita
como "acenando". Naturalmente, a maior atenção é dada ao cachorro (ou criatura canina,
como algumas vítimas estão mais certas de terem visto). O focinho da besta é supostamente
dividido em um largo sorriso, revelando duas fileiras de dentes brancos, fortes e de aparência
humana. Esta não é, naturalmente, uma descrição dada imediatamente após ver a imagem,
mas uma recordação das vítimas, que alegam ter visto a imagem infinitamente em sua mente.
Na realidade, depois de terem ataques epilépticos.


Esses relatos continuaram, muitas vezes enquanto as vítimas dormiam, resultavam em
pesadelos nítidos e perturbadores. Estes podem ser tratados com medicamentos, embora
em alguns casos sejam mais eficaz que outros. Mary E., eu supus, não estava usando
medicamentos.


Foi por isso que, depois da minha visita em seu apartamento em 2007, eu enviei notícia a
websites, listas de discussões e newgroups voltados a folclores e lendas urbanas na esperança
de encontrar o nome de uma suposta vítima de Smile.jpg que sentisse mais interessada em
conversar sobre suas experiências. Por um tempo, nada aconteceu e eu finalmente esqueci
sobre minhas buscas, desde que eu tinha começado o meu primeiro ano na faculdade e estava
muito ocupado. No entanto, Mary entrou em contato comigo por e-mail, no começo de Março
de 2008.


Para: jml@****.com
De: marye@****.net
Ass: Entrevista do último verão


Querido Senhor L.,


Estou incrivelmente desapontada sobre o meu comportamento no verão
passado, quando você veio me entrevistar. Espero que você entenda que
não era culpa sua, mas sim dos meus próprios problemas que me levaram
a agir daquela forma. Eu percebi que poderia ter lidado melhor com a
situação, no entanto, espero que me perdoe. Na época, eu estava com
medo.


Você vê, por 15 anos eu sou assombrada pelo Smile.jpg. O Smile.dog vem
a mim todas as noites, em meus sonhos. Sei que parece bobagem, mas é
verdade. Há uma qualidade inefável sobre meus sonhos, meus pesadelos,
que os torna completamente diferente de qualquer sonho real que eu


já tive. Eu não posso me mover e não posso falar. Eu só posso olhar
para frente, e a única coisa em minha frente é a cena daquela imagem
horrível. Eu vejo a mão acenando, e vejo Smile.dog. Ele fala para mim.


Eu pensei por muito tempo sobre minhas opções. Eu poderia mostrá-
lo a um estranho, um colega de trabalho... Eu poderia mostrá-lo para
o Terence, mas a ideia me repugnava. E o que aconteceria? Bem, se
Smile.dog mantivesse sua palavra, eu conseguiria dormir. No entanto,
se ele mentisse, o que eu faria? E quem iria me garantir que não
aconteceria algo pior, se eu fizesse como a criatura pediu?
Então, eu não fiz nada por 15 anos, embora mantivesse o disquete
escondido entre minhas coisas. Todas as noites, durante 15 anos,
Smile.dog veio para mim em meus sonhos e pediu para eu espalhar a
palavra. Por 15 anos, eu estava forte, embora tenha tido momentos
difíceis. Muitos dos meus colegas vítimas do board BBS - onde
encontrei Smile.jpg pela primeira vez - pararam de postar; ouvi que
alguns deles cometeram suicídio. Outros permaneceram em silêncio,
simplesmente desaparecendo da web. São estes com quem eu me preocupo
mais. Eu espero sinceramente que você me perdoe, Sr. L, mas no verão
passado quando você contatou a mim e meu marido sobre a entrevista eu
estava quase perdendo a cabeça. Eu ia te dar o disquete. Eu não me
preocupava se o Smile.dog estava mentindo ou não, eu só queria que
acabasse. Você era um desconhecido, alguém que eu não conhecia, e eu
pensei que eu não me sentiria culpada quando você levasse o disquete
como parte de sua pesquisa e selasse seu destino. Mas antes que
você chegasse eu compreendi o que estava fazendo: estava planejando
arruinar a sua vida.
Eu não podia fazer isso. Estou envergonhada, Sr. L, e espero que esse
aviso possa fazê-lo desistir de encontrar Smile.dog. Com o tempo você
pode encontrar alguém se não mais fraco do que eu, mais depravado,
alguém que não hesitará em seguir as ordens de Smile.dog.
Pare enquanto ainda é tempo.


Sinceramente,
Mary E.


Mais tarde naquele mesmo mês Terence me informou que sua esposa havia se matado. Enquanto
limpava as várias coisas que ela havia deixado, fechando contas de email e coisas do tipo, ele encontrou
a mensagem escrita acima. O homem pedia desesperadamente que eu ouvisse o aviso de sua mulher.
Ele me contou que encontrou o disquete e o queimou até que se tornasse apenas um monte de plástico
derretido. O que mais me intrigou, no entanto, foi ele ter dito que a pilha tomou a forma de algum
animal. Admito que me faltaram palavras. No começo achei que o casal talvez estivesse fazendo algum
tipo de piada comigo. Mas uma rápida olhada nos obituários dos jornais de Chicago me provou que era
verdade. Mary E. estava morta. O artigo, no entanto, não citava suicídio.
Então decidi não perseguir mais smile.dog, pelo menos por enquanto, já que meus exames de meio de
ano estavam se aproximando. Mas a vida tem maneiras estranhas de nos testar. Quase um ano depois
de meu encontro com Mary E., eu recebo outro e-mail:


Para: jml@****.com
De: elzahir82@****.com


Ass: smile


Olá


Encontrei seu e-mail num fórum e seu perfil dizia que você está
interessado no Smile.dog. Eu já o vi e não é tão assustador como todos
dizem. Estou lhe enviando em anexo. Apenas espalhando a palavra.


: )


A última linha me deixou arrepiado.
Havia um arquivo em anexo: smile.jpeg. Fiquei indagando em abri-lo por algum tempo.
Certamente deveria ser um fake, e mesmo que não fosse eu ainda não estava convencido do
poder da imagem. A morte de Mary E. me assustou, é verdade, mas preferi acreditar que ela
tinha algum tipo de distúrbio mental. E além disso, como poderia uma simples imagem ser
capaz de fazer aquilo? Que tipo de criatura seria essa capaz de levar alguém à loucura somente
com o olhar?
Certamente um absurdo. Mas e se os avisos de Mary fossem verdadeiros? E se smile.dog
entrasse em meus sonhos exigindo que eu espalhasse a palavra? Eu conseguiria ser tão
forte como Mary, me recusando a colaborar até o último minuto de minha vida? Ou eu
simplesmente espalharia a mensagem na esperança de ser poupado? E pra quem eu teria
coragem de mostrá-la?
Se eu continuasse com o meu projeto original de escrever um pequeno artigo sobre smile.dog,
eu poderia anexar a imagem a ele. E qualquer outra pessoa que lesse o artigo seria também
afetada.
Mas se o smile.dog anexado no e-mail for genuíno, seria correto me salvar dessa maneira?”


Mary E. era a administradora de sistema de um pequeno BBS em Chicago em 1992 quando
encontrou pela primeira vez o Smile.jpg, que mudou sua vida para sempre. Ela e Terence
estavam casados há apenas cinco meses. Mary foi uma das 400 pessoas que dizem ter visto a
imagem quando foi postada em hiperlink no BSS, embora seja a única que falou abertamente
sobre a experiência. O restante das pessoas permaneceram no anonimato, ou talvez mortas.






















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